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quarta-feira, 11 de junho de 2008

D&D e suas tendências para personagens Neutros...

Continuando minha prosa sobre tendências e personagens.
Uma maneira na qual eu enxergo uma tendência. Lembrando que ela não precisa ser exatamente assim, mas pelo menos perto disso!
Os exemplo são exemplos, obviamente não são únicos.

Vamos aos Neutros:

Leal e Neutro: Bom, esses personagens como diz o nome, primeiramente são neutros, ou seja não lhes interessa a ação em si, e sim o conjunto de fatos que a envolvem. Muitas situações podem ser distinguidas entre boas e más, e nestas o personagem Leal e Neutro (L/N), deve analisar os fatos de acordo com a sua lealdade. Ele segue uma norma, uma lei, um código, que a princípio não é nem mau, no entanto, nem bom. É indiferente? Talvez. Nesse ponto a vivência do personagem será vital para suas decisões, o passado determinará o que ele fará, pois foi com o passado que ele aprendeu, e por isso, deve achar o melhor caminho nessa decisão, o melhor caminho para ele. Mas sempre, dentro dos padrões e leis (de uma cidade), um cara imparcial, mas que pode ser usado para julgar (aqui, o próprio livro cita como Juiz), porque ele não analisa o ato pela sua natureza (boa ou má) e sim pela sua influência na ordem.

Neutro e Neutro (enfim, Neutro!): Esse tipo de personagem é estranho e engraçado, pois ele analisa tudo como um L/N, no entanto, sua análise não envolve leis, e sim o que simplesmente considera da vida. Ele sabe no entanto que governantes bons (como diz o livro), serão de utilidade para ele. No entanto, ele saberá que numa Guerra, deverá escolher o inimigo mais forte, pois ele entende que será o melhor, e terá mais chances de sobreviver. Uma pessoa normal, que pensa na vida, mas também aceita a opinião externa. Um bundão, você pergunta? Talvez, depende de como você faça acontecer essa neutralidade.

Caótico e Neutro (EU!!!): Minha tendência predileta para interpretar, talvez porque, minha personalidade se encaixe muito nessa tendência. Um personagem C/N é alguém que só pensa em si, e nas suas recompensas, não é um queridinho, mas também não é um assassino; quer sempre levar vantagem no que faz, mas não acredita que matar seja sempre a solução! Muito egoísta e por vezes, debochado, rindo dos outros, e acreditando na sua superioridade. Um egoísta folgado, e que só pensa em si, mas como dito, não acredita que a destruição e mortes sejam sempre a melhor maneira de conseguir o que se quer, que podemos fazer de formas mais fáceis (trocas, favores, recompensas); no entanto, também acredita que ser bonzinho, concordar com a eterna igualdade, é ser trouxa; as coisas devem ser por merecer, e ele só enxerga aquilo que realiza, os seus próprios atos e convicções. Egocentrismo.

Acho que ficou bom de novo, apesar de ter ficado muito mais subjetivo do que eu gostaria, mas, poxa, os Neutros são difíceis de entender, apesar de parecerem fáceis! Por trás deles se escondem pessoas estranhas!

Aquele que quebra uma coisa para
descobrir o que ela é deixou o caminho
da sabedoria.

Gandalf

terça-feira, 3 de junho de 2008

Música durante o Role Play

Primeiro post com conteúdo, preocupação com o que escrever.
Na verdade, vou começar com uma dica, que aliás, me foi de muita serventia.
Eu joguei por quase um ano uma aventura de D&D (não jogo Gurps, ou qualquer outro RPG, ainda). Aproveitando, relatarei toda essa aventura em capítulos aqui neste blog, mas isso leva tempo e muita, digamos, memória...

Voltando...
Estávamos jogando e nesse dia, aconteceria uma batalha incrívelmente fodfantástica. Onde os exércitos seriam colossais.
Então, pensamos em utilizar uma das trilhas sonoras mais bem feitas que o mundo já viu, a Coletânea de O Senhor dos Anéis (por não termos aparelho MP3, tivemos que escolher as melhores!)

E durante todo o jogo fomos envolvidos por um momento de seriedade, atenção, interpretação, ou seja, um perfeito role play.
A música, durante o jogo, ajuda os jogadores a se concentrarem em seus personagens, aliás, foi nesse dia que eu evoluí (Digivolvi?) de um relez alguma coisa, para um jogador de RPG, pena que só o Ivo e o Juan estavam lá.
Mas sim, a música envolve! E por vezes, se você escolher a coisa certa, as músicas se encaixaram no momento ideal, acaso isso? Não! RPG mesmo!
Exemplo: No momento em que a batalha atingiu o nível heróico (players matando, e super NPC, épico, destruindo!), toca nada mais, nada menos que "A ponte de Khazad-dûm", e isso se repetiu em vários momentos, de tristeza, fim de batalha e até morte!

Experimente também, jogue com sonosplastia!

E aqui vai uma frase do maior de todos os tempo:

Muitos que vivem merecem a morte. E alguns que morrem merecem viver. Você pode dar-lhes a vida? Então não seja tão ávido para julgar e condenar alguém à morte. Pois mesmo os muito sábios não conseguem ver os dois lados.

Gandalf